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16 setembro 2013

No Desenvolver da Vida: Capítulo 5 - Pedro/Miguel

Oi gente!
Eu andei um pouco sumida no fim de semana, não consegui atualizar o blog e nem acompanhar o blog do pessoal. Hoje eu já fiz algumas visitinhas e durante a semana eu vou me atualizar nos demais e retribuir todas as visitinhas lindas que recebi ok?

Muito obrigada por estarem aqui!

Então vamos a mais um capítulo do conto que escrevi para os meus pequenos. Esse capítulo está bem grandinho para compensar a demora nas postagens.

Quem quiser saber sobre o que se trata a história pode conferir a sinopse aqui
E os outros capítulos também estão disponíveis no blog na página Contos da Nana



Pedro
Não adiantava o quanto eu tentasse prestar atenção nas plantas, os insetos me pareceram mais interessantes. Eles me lembram do meu pai quando me levava para pescar.
Ele sempre usava esses pequenos seres na ponta da sua vara de pescar e eu fazia cara de nojo quando ele espetava o bicho na ponta do seu anzol, depois que ele morreu eu passava horas tentando pescar como ele, mas nunca consegui obter sucesso, até que o pai do Miguel me levou um dia para pescar com eles e eu aprendi a fazer da maneira certa, queria que meu pai visse o primeiro peixe eu consegui pescar, ele ficaria mesmo orgulhoso.
Estava tão distraído com meus pensamentos que só me toquei que deixei meus amigos falando sozinhos quando a Sofia bateu com o livro de ciências na minha cabeça. _ Ai.
_ Já sabe me dizer qual a diferença das células vegetais para as células animais? _ Ela me perguntou de cara feia.
_ Lógico!... Que não. _ Respondo desanimado. _ Acho que nunca vou conseguir entender essa matéria.
_ Precisamos aprender, meu pai vai me matar se eu reprovar. _ Miguel diz desanimado.
_ Ainda temos tempo, podemos parar pelo menos por hoje? Já está tarde e eu não consigo assimilar mais nada. _ Digo.
_ Tem razão, eu preciso ir para casa antes que minha mãe surte. _ Sofia diz guardando o material dela na mochila.
Eu e Miguel a acompanhamos até em casa, não que Sofia precise de muita proteção, raramente acontece alguma coisa nessa vila, mas gostamos de andar no entardecer quando o sol se despede do dia.
Estávamos passando em uma rua perto da casa de Ana quando a ouvimos gritar, levei um susto quando vi Miguel correr em sua direção com um pedaço de pau que ele pegou no chão, então eu vi o cachorro que rosnava e babava para Ana, ele não perecia nada amigável.
Aconteceu tudo muito rápido, em um momento Miguel corria na direção dela no outro ele já estava sangrando e o cachorro tinha saído correndo. Só depois eu entendi o que tinha acontecido, Miguel tentou espantar o cachorro com o pedaço de pau e acabou assustando o animal, então ele o mordeu depois Ana conseguiu acertá-lo e ele fugiu.
Não entendi muito bem porque a Ana não parava de chorar, ela insistia que Miguel tinha que ir ao posto médico pois podia ter se contaminado com raiva.
Prendi o riso o máximo que consegui, mas não aguentei e no meio do caminho enquanto levávamos Miguel ao posto cai na gargalhada. _ Do que está rindo seu maluco? _ Ana me perguntou sem deixar de pressionar a mordida no braço de Miguel com um pano.
_ Como alguém pode pegar raiva? Isso é ridículo.
_ Não é não, será que você é tão burro que nem isso você sabe? Por acaso aquele cachorro pareceu normal pra você?
Ela ficou o caminho inteiro explicando que o cachorro podia ter raiva, uma doença que é passada por um vírus e tal. Quando chegamos ao posto médico Miguel teve que fazer alguns exames, a cara dele não estava nada boa, mas ele não chorou.
Depois de uma semana ficamos mais tranquilos, pois os exames mostraram que ele não tinha aquela doença que a Ana falou, mesmo assim Miguel teve que tomar algumas vacinas, mesmo a Ana nos dizendo que todo mundo toma vacina contra raiva quando ainda é bem pequeno.

Miguel
Mesmo depois de ter tomado uma mordida de um animal feroz, o que Pedro diz que é um exagero da minha parte, eu ainda tenho que estudar. Definitivamente a vida não é justa para as crianças, meu braço já estava quase bom, mas pera aí, eu ainda estava traumatizado.
Imagina se fosse a Ana que levasse a mordida, eu que sou muito mais forte que ela senti uma dor absurda, quem dirá ela que é menina.
Eu, Pedro e Sofia ainda estávamos naquele dilema para estudar ciências, se eu soubesse teria prestado mais atenção nas aulas da professora Sarah durante o ano, o problema é que o ano está no fim e parece a coisa está muito mais difícil do que eu esperava.
Além de ter que estudar as células animais, vegetais e seja mais qual for o outro tipo que exista, ainda temos que comparar umas as outras. Isso definitivamente está dando um nó na minha cabeça. Não ajuda muito o fato de que meus amigos prestaram tanta atenção nas aulas quanto eu.
Hoje estamos estudando na parte da tarde em uma sala vazia na escola. _ Então... Células procariontes tem parede celular assim como as células vegetais? _ Sofia perguntou insegura.
_ Pelo que diz nesse livro sim. _ Pedro a responde sem tirar a cara do livro.
_ Mas por que? Não consigo entender porque elas tem essa tal de parede e as células animas não tem.
_ Mas as células procariontes não são células vegetais certo? _ Pedro diz.
_ Chega vocês estão confundindo a minha cabeça. _ Eu me sento no chão.
_ Vocês são mais burros do que eu pensava. _ Ana entra na sala surpreendendo a todos.
_ Pronto mais uma para atrapalhar. _ Pedro resmungou.
_ Não vim atrapalhar... eu... vim ajudar. _ Ana coloca a mochila em cima de uma mesa e começa a tirar seus livros.
_ E por que de repente você quer ajudar a gente? _ Pedro cruza os braços ao perguntar.
_ Não estou aqui por vocês. _ Ana responde sem olhá-lo. _ Estou aqui por ele. _ Então ela aponta pra mim e acho que meu rosto vai queimar. _ Bom é que você me salvou do cachorro, então eu achei que poderia ajuda-lo com a matéria.
_ Hmmm. Obrigado eu acho. _ Respondo.
_ Como eu sei que vocês três só andam juntos, acho que não tenho muita escolha a não ser ajudar a todos.
_ E quem disse que preciso da sua ajuda o esquisita? – Sofia fala pela primeira vez desde que Ana chegou.
_ Você eu não sei, mas eu preciso, não estou conseguindo entender nada dessa matéria. _ Digo puxando uma cadeira e sentando perto de Ana.
Nós quatro passamos a tarde ali, Sofia mesmo tentando nos ignorar no início não conseguiu nos deixar de lado por muito tempo, Ana tinha seu próprio jeito de explicar as coisas e talvez por milagre tenha conseguido me fazer entender a grande diferença entre procariontes e eucariontes, agora eu sei que procariontes não tem um núcleo definido e que seu material genético fica disperso no citoplasma.
Para começar acho todas essas palavras bem estranhas, mas de tanto Ana e os outros a repetiram acho que estão coladas na minha cabeça.
As semanas seguintes foram diferentes, agora Ana passava a maior parte do tempo conosco, mesmo quando estamos estudando, acho que depois que quase morri por causa dela, e Pedro continua a dizer que estou exagerando, criamos alguma amizade.


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