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25 setembro 2013

No Desenvolver da Vida _ Capítulo 6 - Professora Sarah

Oi amores!!!
Como eu disse, esse conto é curtinho e agora só faltam dois capítulos para ele terminar. Acho que meus alunos agradeceram o fim porque eu fico toda semana na cabeça deles perguntando se leram rs.
Para aqueles que estão acompanhando a história, espero que gostem desse capítulo.
Para quem ainda não conhecia, se quiser pode ler a sinopse aqui
Os outros capítulos estão organizados nessa página
Eu estou trabalhando em outros projetos e um deles eu pretendo compartilhar aqui no blog, mas não será nada ligado a ciências.
beijokas 

Professora Sarah
Eu estava bastante preocupada com alguns alunos do 7° ano, eles não pareciam estar entendendo bem a matéria, mas o último teste que apliquei a turma me deixou um pouco mais tranquila, está certo que nem todos fora esplendidos, mas sinto que estão começando a aprender.
Tenho certeza de que Ana tem ajudado alguns deles, principalmente o Miguel.
Lembro-me dele quando ainda bem pequeno, na verdade ele está ligado ao principal motivo de eu estar aqui neste vilarejo.
Quando eu ainda estava na graduação, vim aqui fazer um trabalho de campo com a turma de biologia marinha, esta nunca foi a área que eu quis seguir como especialização, mas eu gostava de todos os trabalhos de campo que pudesse fazer.
Quando chegamos aqui ficamos deslumbrados, eu e meus amigos de turma. O lugar era lindo e trazia uma enorme variedade de animais marinhos.
A semana que permanecemos aqui, a principio não poderia ser melhor, mas no quarto dia de nossa estadia as coisas começaram a mudar.
O pescador que estava nos servindo como guia não compareceu na manhã em que havi marcado conosco, meus amigos ficaram bastante irritados, mas meu professor disse que conhecia bem o homem que devia ter algum bom motivo para ele não ter comparecido ao encontro.
Meu professor estava mesmo certo, a mulher do pescador estava doente, ao que parece ela contraiu uma infecção devido a um corte mal cuidado e acabou falecendo.
Confesso que fiquei extremamente chocada com uma morte tão banal, cuidados básicos teriam salvo a vida daquela mulher, mas ao que parece o vilarejo contava na época com apenas um médico e o mesmo não estava presente naquela semana.
Não preciso dizer que o trabalho de campo acabou antes do tempo, fomos embora na manhã seguinte, mas aquela mulher nunca saiu da minha cabeça, e ao que parece não saiu da cabeça de Carla também, uma formanda de medicina que acompanhava nosso trabalho de campo, ela era namorada de um dos meus amigos de turma.
Carla se formou e hoje mora aqui no vilarejo assim como eu, ela é a mãe de Sofia, mas duvido muito que ela tenha contado a filha os motivos que a trouxeram aqui. Depois da chegada dela a situação do posto mudou consideravelmente, mas ainda há muito o que se melhorar.
Eu me formei e ingressei no mestrado, não posso negar que foi um tempo muito bom enquanto estudei a especialização, mas sempre achei que me faltava algo. Durante algum tempo me correspondi com Carla e ela me contava como andavam as coisas por aqui.
Foi ela quem me disse que na escola faltavam professores, foi ela quem me fez enxergar o que era bem óbvio. Eu estudei para isso, estudei para ajudar as pessoas a chegarem a conclusões sobre seus conhecimentos, talvez se aquela mulher que morreu soubesse o quão grave poderia ser aquele corte ela teria tido mais cuidado.
Tomei então minha decisão e hoje leciono aqui, na mesma vila onde pensei que nunca mais fosse voltar, e me tornei professora do filho do pescador que perdeu a mulher, o Miguel.


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