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14 novembro 2013

Reencontros - 2. Os teus olhos são espelhos d’água



Oi amores!!!!!

Hoje eu vim postar o segundo capítulo de Reencontros.
Tenho também um recadinho ;) Vou viajar hoje e só volto na quarta-feira. Vou levar o netbook comigo, mas sabem como é, a minha frequência nos blogs e redes sociais vai cair bastante.
De lá, tentarei atualizar o blog, mas sei que vai ficar complicado.
De qualquer forma, se eu não conseguir me atualizar nos blogs e responder os comentários aqui, na volta eu corro atrás do atraso ok?

Espero que apreciem esse capítulo tanto quanto eu apreciei escrevê-lo.
Beijos e um ótimo feriado para vocês.

Obs: Obrigada pelos lindos comentários no primeiro capítulo!

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2.      Os teus olhos são espelhos d’água


Foram beijinhos, abraços e a as mesmas frases de saudade. Tudo como Emma tinha imaginado.

O coração se aquecia com cada rosto conhecido que se aproximava e o corpo respondia com o calor dos abraços carinhosos.

Ela tinha passado dois anos sem mal falar com aquelas pessoas. Desde que se mudou de cidade, nunca voltou para visitar os amigos e parentes, não até aquela semana.

Emma amava aquelas pessoas, pelo menos a maioria delas, mas tinha o péssimo hábito de guardar os amigos na gaveta, quando isso lhe era conveniente. Sempre se sentiu mal por isso, mas era assim que ela era e não adianta lutar contra a própria natureza.

Enquanto Rebeca a estreitava entre os braços ela se recriminou. A menina era provavelmente o ser humano mais doce que Emma conhecia. Aquela pontada de culpa por negligenciar a amiga ainda a incomodava quando ela sentiu que estava sendo observada.

Com receio, pois já sabia o que encontraria, ela se afastou um pouco de Rebeca e levantou a cabeça. Aquela pontada que sentia no coração foi substituída por uma desarmonia que fez seu peito vibrar com força. Com os olhos ela viu, mas todo seu corpo reagiu.


A visão de Emma
Um rapaz de pele clara.
Cabelos cor de mel.
Olhos negros e intensos que lhe causavam arrepios.


Lá estava ele a observando, como sempre. Ela nunca foi capaz de esquecer o olhar de Felipe.

Ele era a maior das situações mal resolvidas na vida de Emma. Assim que percebeu os olhos do rapaz sobre si, sentiu o rosto esquentar e teve certeza que os outros notariam.

Emma era branca como uma folha de papel, os cabelos ruivos naturais combinavam com as sardas do rosto, mas ela odiava essas características. Principalmente porque a delatavam com facilidade quando estava nervosa.


Um segredinho de Emma
Ela nunca deixava que soubessem como realmente se sentia.


_ Vamos para sombra, Emma. Já está ficando vermelha por causa do sol. _ Rebeca, a anfitriã, a puxou pelas mãos._ Bendita seja!_ Amor. _ Os braços de Felipe a envolveram.


Uma perfeita eternidade
Ela sentiu o corpo fraquejar, mas os braços fortes dele a mantiveram no lugar.
Seu cheiro era melhor do que ela tinha guardado nas lembranças.
O coração dele batia com a mesma força que o dela.
Emma desejou por um momento, apenas por um momento, que aquele abraço durasse para sempre, mas para sempre, sempre acaba.


_ Se você continuar chamando suas amigas de amor, eu vou ficar com ciúmes. _ Aquela coisinha magricela já estava agarrada ao braço de Felipe para marcar território.

_ Como vai, Bianca? _ Emma colocou no rosto seu melhor sorriso como sempre fazia diante das namoradas de Felipe.

Aquela, apesar dos dois anos em que se manteve afastada, ela conhecia bem, os dois já haviam namorado antes de Emma deixar o estado, mas haviam terminado. A julgar pela atitude possessiva da menina, eles deviam ter reatado o namoro. _ Típico de Felipe..

Ele não conseguia ficar um mês sozinho. Emma já tinha perdido as contas de quantas namoradas ou ficantes o rapaz já teve. Ela conhecia quase todas.

Passado aquele momento inicial, que Emma sabia desde o início que seria constrangedor, todos se reuniram no quintal da casa de Rebeca e se puseram a conversar.

Como sempre acontece, quando se tem um grupo grande de pessoas, alguns grupinhos foram se formando.

Milena não desgrudou do lado de Emma, as duas estavam sentadas lado a lado, nessas cadeiras desconfortáveis de festa, enquanto Milena se colocava a gabasse de sua vida.

Emma não ficou chateada com o egocentrismo da amiga. Houve um tempo que as falações e falta de modéstia da amiga a incomodavam imensamente, mas aprendeu a ignorar a maioria das baboseiras que a outra falava e se fechou em seu próprio mundo. Limitando-se a sorrir quando os demais o faziam e a mexer a cabeça quando achava ser necessário.

Em sua mente, um quadro era pintado enquanto ela se divertia no mundo que criara só para si, um lugar onde ninguém tinha permissão para entrar...


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