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20 novembro 2013

Reencontros - 3. Vai ser assim para sempre e para sempre há de ser



Olá queridos!
Para melhor organizar as coisas aqui no blog, eu vou me comprometer a postar Reencontros toda quarta-feira. Então quem estiver acompanhando essa história pode vir toda quarta que terá post novo.
Eu já li e respondi todos os comentários do capítulo anterior. Obrigada a todos pela força!

OBS: Para quem está simpatizando com o Felipe, um aviso importante: Ele não é santo rs. A Emma tem lá seus motivos para querer ficar longe dele.

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  Vai ser assim para sempre e para sempre há de ser

Emma ainda estava distraída com a própria imaginação quando o som da discussão a despertou.

_ Deixa os outros falarem um pouco, Milena! _ Arthur esbravejou. _ Todo mundo já sabe que você foi promovida.

_ Não posso fazer nada se isso afeta a sua segurança. _ Milena disse ao namorado. _ E não estou vendo ninguém mais reclamando.

Emma odiava quando os dois faziam aquilo, está certo que Milena podia ser bem irritante quando começava a falar, mas Arthur podia deixar para falar aquele tipo de coisa com ela em particular e não na frente de 15 pessoas, mas os dois sempre tinham aquele tipo de debate em público. O que para Emma, era constrangedor.

_ A Emma voltou depois de dois anos e você ainda não a deixou nos contar nada.

_ Eu já sei de tudo que ela fez, ela me conta tudo pela internet. _ Milena se defendeu.

_ Mas se você ainda não reparou. _ Arthur abriu os braços para mostrar os outros ao redor. _ Você não é a única pessoa aqui hoje.

_ Eu não voltei. _ Emma se intrometeu na discussão. _ Estou apenas de visita e se vocês continuarem com essa palhaçada logo vou me embora._ Levantou-se e foi para longe do casal.

Milena ainda se achava sua melhor amiga. Emma não sabia o porquê disso.

As duas foram muito unidas quando adolescentes, mas quando foram se aproximando da idade adulta, já eram pessoas completamente diferentes. Com interesses e escolhas que as afastavam cada vez mais.

Emma conseguia entender isso tranquilamente, mas Milena insistia em manter aquela aparência de que sempre seriam amigas inseparáveis.

Emma lhe contava pela internet algumas histórias de sua vida na outra cidade, tudo que lhe falava era verdade, mas as coisas mais importantes guardava para si, ou contava para outras amigas com quem julgava ter uma amizade de verdade.


Uma das coisas mais importantes para Emma.
Uma par de olhos azuis.


Talvez aquela situação fosse mesmo culpa dela. Se tivesse coragem de dizer a Milena que as coisas já não eram como há 15 anos atrás, talvez a “amiga” percebesse o que todo mundo já tinha percebido.

Enquanto caminhava, sabia que estava sendo observada, mas fingiu que não tinha notado.


Mas ela notou.
Olhos negros que a acompanhavam.
Os pelos de seu braço que se eriçavam.
As pernas que tremiam.


Ainda estava tentando controlar os próprios sentimentos quando alguém lhe ofereceu uma cerveja. Estava muito quente aquela tarde, mas Emma não aceitou a bebida, mesmo que a garganta tenha arranhado em protesto. _ Obrigada, mas vim dirigindo e é melhor não arriscar. Estou com o carro do meu pai e se for parada pela lei seca ele iria ficar muito chateado.

A campainha tocou mais uma vez e Emma se preparou para reencontrar mais um velho amigo, mas se perguntava qual. Olhou ao redor e viu que todos que deveriam estar ali aquela tarde já estavam presentes.

_ Quem será? Já chegaram todos os convidados. _ Rebeca disse franzindo a testa. _ Alguém chamou um penetra? _ Brincou e foi atender o portão.


O penetra
Ele era só sorrisos.
Com cara de inocente e modos encantadores.
Emma sentia que precisa se sentar ao vê-lo ali.


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