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08 janeiro 2014

Reencontros - 7. As coisas como são




Olá leitores!!Depois de duas semanas de hiatus, Reencontros está de volta. JO capítulo de hoje está bem curtinho e simples, mas vocês vão poder conhecer um pouquinho melhor a família de Emma.Para quem não leu os capítulo anteriores e quer conhecer mais da história, clique AQUI.


   As coisas como são


Sabe aquele tipo de gente que mesmo quando o inferno parece estar de visita a Terra toma banho quente? Pois bem, Emma é dessas.
A pele branca estava vermelha depois de suportar a água pelando, ela ainda saiu resmungando do chuveiro devido ao suor que já começava a lhe presentear com um bigode ao redor dos lábios. Coerência nunca foi uma de suas características.
Passou a última meia hora sendo escalpelada pela água escaldante, enquanto os miolos divagavam em busca de uma resposta, que obviamente, ela não encontrou, mas ela conseguiu chegar à algumas conclusões, não que isso a ajudasse de alguma forma.

As conclusões de Emma.
Ela quis ir à festa justamente para rever Felipe.
Ela não queria que Maurício soubesse da história deles porque
isso significaria não vê-lo mais.




Depois do banho quente, Emma voltou para o quarto onde o ar condicionado funcionava plenamente.

Sabia que pegaria um resfriado, mas não se importou. Com os cabelos ainda molhados, sentou-se  na cama e traçou um discurso que pretendia falar para o namorado no dia seguinte.

Mas Emma deveria saber que seus discursos sempre se perdiam pelo meio da sua embaralhada cabeça. Os pensamentos que começaram com as palavras que deveria usar para o namorado terminaram no livro que lia e antes que percebesse Emma já estava dormindo.

Aquela sua dificuldade de concentração já era algo que Emma estava acostumada, mas no dia seguinte, quando acordasse, ficaria chateada mais uma vez consigo mesma, pois mais uma vez, apesar dos problemas ela tinha pego no sono. Nada abalava o ciclo do sono de Emma. Por maior que fossem seus problemas, ela sempre conseguia dormir.

Acordou no dia seguinte bastante desorientada. Afastou um pouco a cortina só para apertar os olhos incomodada com a claridade vinda do lado de fora. Mais um dia quente de sol brilhante esperava do lado de fora e Emma não via graça nenhuma nisso.

Sentiu o pescoço doer quando levantou, mais uma vez tinha dormido toda torta na cama e ganhara mais um torci colo.

Já eram quase 10 horas da manhã e a casa estava em total silêncio. Um recado pendurado na geladeira chamou a atenção de Emma. Era a letra trabalhada de sua mãe.


Filha,
Seu pai achou um absurdo que Maurício nunca foi pescar.
Fomos para a região dos lagos, mas seu namorado não quis te acordar, segundo ele, você estava muito cansada da festa de ontem.
Seu pai não achou estranho, como você nunca gostou de pescar com ele, mas não pense que me engana, quando eu chegar teremos uma conversa.
OBS: Tem comida pronta na geladeira, mas é para você. Se seu irmão aparecer aí querendo tirar a barriga da miséria, diz para ele mandar a mulher esquentar a barriga no fogão.
Com amor,
Mamãe.


Emma riu do recado, apesar de saber que teria de conversar com a ela, o que nunca era fácil, ela gostava de saber que a mãe nutria a mesma antipatia que ela pela cunhada.

Passou o resto da manhã vegetando, não tinha nada de interessante para fazer dentro de casa e ela sentia falta do trabalho.

Mais do que isso. Sentia falta da rotina que tinha desenvolvido com Maurício. Os dois se entrelaçavam bem, em todos os sentidos.

Emma gostava do ritmo do relacionamento deles, pelo menos até ele lhe dar aquele anel.

Involuntariamente, ela levou as mãos ao pingente escondido entre os seios. Mau havia lhe pedido em casamento, mas ela ainda não sabia se estava pronta para dar o próximo passo no relacionamento deles.

Usava a aliança ali, escondida, onde ninguém podia ver. Era uma sensação agradável ter esse segredo que era só deles. Nem Sofia sabia desse pedido ainda.
Uma pontada bateu no coração dela. Será que ele ainda queria continuar com ela? Claro que sim.

Maurício era um homem sério, não era como os rapazes que Emma estava acostumada a se relacionar. Ele podia estar até chateado, mas isso não seria o suficiente para fazer com que terminasse um relacionamento estável com a mulher que ele amava.

Depois de muito vagar pelos cômodos da casa e de beliscar a lasanha que a mãe deixou para ela, Emma finalmente resolveu sair um pouco de casa.

O calor do lado de fora não a estava animando muito, mas qualquer coisa seria melhor do que ficar ali com caraminholas na cabeça.

Acontece que a mãe de Emma nunca diz nada por acaso. Como dona Célia havia previsto. A casa dos Soares recebeu uma visita furtiva.

Rodrigo entrou como quem não quer nada e se surpreendeu ao encontrar a irmã ali sozinha.

_ Cadê a mamãe e o papai?
_ Foram com o Mau pescar.
_ E te deixaram aqui, sozinha?
_ Não é como se eu fosse por fogo na casa. _ Respondeu mal humorada.
_ Hmmm. Tô vendo que você não gostou de ser deixada para trás.
_ Ah fica quieto, Rodrigo. E pode tomando seu rumo que eu estou de saída.
_ E vai para onde? _ Rodrigo disfarçava puxando assunto, enquanto abria como quem não quer nada a geladeira.

Emma riu do irmão, a mãe realmente nunca errava. _ Bem que a mamãe disse que você ia fazer isso. _ Ele já estava colocando um bom pedaço de lasanha para esquentar no microondas.

_ Fazer o que?
_ Vir atacar a geladeira. A sua mulher não faz comida não é?
_ Tente se alimentar de ovo frito todos os dias.
_ E a Dani? Ela pode comer mal?
_ Está na casa da madrinha, comendo mal é que ela não está.
_ Não sei porque você continua casado com essa mulher.
_ Não sou casado, a gente só mora junto.
_ Pra mim dá no mesmo.
_ Então você é casada com o Maurício?
_ Isso é bem diferente.
_ Não vejo diferença nenhuma.
_ Cala a boca se não eu conto pra mamãe que você veio comer aqui.
_ A sinceramente, Emma. _ Disse quase engasgando com um pedaço de lasanha quente na boca. _ Quantos anos você tem?
_ Falando o cara que vem roubar comida na casa dos pais. _ Os dois sorriram. O relacionamento do irmãos sempre foi muito bom, apesar das implicâncias típicas de um sentimento fraterno.
_ Para onde você pretende ir? _ Rodrigo perguntou.
_ Dar uma volta, não tenho um lugar específico em mente.
Ao dizer isso, Emma viu um brilho se ascender no olhar do irmão e soube que teria companhia naquela tarde.

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