Oi amores!!!!!
Hoje eu vim postar o segundo capítulo de Reencontros.
Tenho também um recadinho ;) Vou viajar hoje e só volto na quarta-feira. Vou levar o netbook comigo, mas sabem como é, a minha frequência nos blogs e redes sociais vai cair bastante.
De lá, tentarei atualizar o blog, mas sei que vai ficar complicado.
De qualquer forma, se eu não conseguir me atualizar nos blogs e responder os comentários aqui, na volta eu corro atrás do atraso ok?
Espero que apreciem esse capítulo tanto quanto eu apreciei escrevê-lo.
Beijos e um ótimo feriado para vocês.
Obs: Obrigada pelos lindos comentários no primeiro capítulo!
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2.
Os teus olhos são espelhos d’água
Foram
beijinhos, abraços e a as mesmas frases de saudade. Tudo como Emma tinha
imaginado.
O coração
se aquecia com cada rosto conhecido que se aproximava e o corpo respondia com o
calor dos abraços carinhosos.
Ela tinha
passado dois anos sem mal falar com aquelas pessoas. Desde que se mudou de
cidade, nunca voltou para visitar os amigos e parentes, não até aquela semana.
Emma amava
aquelas pessoas, pelo menos a maioria delas, mas tinha o péssimo hábito de
guardar os amigos na gaveta, quando isso lhe era conveniente. Sempre se sentiu
mal por isso, mas era assim que ela era e não adianta lutar contra a própria
natureza.
Enquanto
Rebeca a estreitava entre os braços ela se recriminou. A menina era provavelmente
o ser humano mais doce que Emma conhecia. Aquela pontada de culpa por
negligenciar a amiga ainda a incomodava quando ela sentiu que estava sendo
observada.
Com receio,
pois já sabia o que encontraria, ela se afastou um pouco de Rebeca e levantou a
cabeça. Aquela pontada que sentia no coração foi substituída por uma desarmonia
que fez seu peito vibrar com força. Com os olhos ela viu, mas todo seu corpo
reagiu.
A visão de Emma
Um rapaz de pele clara.
Cabelos cor de mel.
Olhos negros e intensos que lhe
causavam arrepios.
Lá estava
ele a observando, como sempre. Ela nunca foi capaz de esquecer o olhar de
Felipe.
Ele era a
maior das situações mal resolvidas na vida de Emma. Assim que percebeu os olhos
do rapaz sobre si, sentiu o rosto esquentar e teve certeza que os outros
notariam.
Emma era
branca como uma folha de papel, os cabelos ruivos naturais combinavam com as
sardas do rosto, mas ela odiava essas características. Principalmente porque a
delatavam com facilidade quando estava nervosa.
Um segredinho de Emma
Ela nunca deixava que soubessem como
realmente se sentia.
_ Vamos
para sombra, Emma. Já está ficando vermelha por causa do sol. _ Rebeca, a
anfitriã, a puxou pelas mãos._ Bendita seja!_
Amor. _ Os braços de Felipe a envolveram.
Uma perfeita eternidade
Ela sentiu o corpo fraquejar, mas os
braços fortes dele a mantiveram no lugar.
Seu cheiro era melhor do que ela tinha
guardado nas lembranças.
O coração dele batia com a mesma força
que o dela.
Emma desejou por um momento, apenas por
um momento, que aquele abraço durasse para sempre, mas para sempre, sempre
acaba.
_ Se você
continuar chamando suas amigas de amor, eu vou ficar com ciúmes. _ Aquela
coisinha magricela já estava agarrada ao braço de Felipe para marcar
território.
_ Como vai,
Bianca? _ Emma colocou no rosto seu melhor sorriso como sempre fazia diante das
namoradas de Felipe.
Aquela,
apesar dos dois anos em que se manteve afastada, ela conhecia bem, os dois já
haviam namorado antes de Emma deixar o estado, mas haviam terminado. A julgar
pela atitude possessiva da menina, eles deviam ter reatado o namoro. _ Típico de Felipe..
Ele não
conseguia ficar um mês sozinho. Emma já tinha perdido as contas de quantas
namoradas ou ficantes o rapaz já teve. Ela conhecia quase todas.
Passado
aquele momento inicial, que Emma sabia desde o início que seria constrangedor,
todos se reuniram no quintal da casa de Rebeca e se puseram a conversar.
Como sempre
acontece, quando se tem um grupo grande de pessoas, alguns grupinhos foram se
formando.
Milena não
desgrudou do lado de Emma, as duas estavam sentadas lado a lado, nessas
cadeiras desconfortáveis de festa, enquanto Milena se colocava a gabasse de sua
vida.
Emma não
ficou chateada com o egocentrismo da amiga. Houve um tempo que as falações e
falta de modéstia da amiga a incomodavam imensamente, mas aprendeu a ignorar a
maioria das baboseiras que a outra falava e se fechou em seu próprio mundo.
Limitando-se a sorrir quando os demais o faziam e a mexer a cabeça quando
achava ser necessário.
Em sua mente,
um quadro era pintado enquanto ela se divertia no mundo que criara só para si,
um lugar onde ninguém tinha permissão para entrar...
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