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08 janeiro 2014

Reencontros - 7. As coisas como são




Olá leitores!!Depois de duas semanas de hiatus, Reencontros está de volta. JO capítulo de hoje está bem curtinho e simples, mas vocês vão poder conhecer um pouquinho melhor a família de Emma.Para quem não leu os capítulo anteriores e quer conhecer mais da história, clique AQUI.


   As coisas como são


Sabe aquele tipo de gente que mesmo quando o inferno parece estar de visita a Terra toma banho quente? Pois bem, Emma é dessas.
A pele branca estava vermelha depois de suportar a água pelando, ela ainda saiu resmungando do chuveiro devido ao suor que já começava a lhe presentear com um bigode ao redor dos lábios. Coerência nunca foi uma de suas características.
Passou a última meia hora sendo escalpelada pela água escaldante, enquanto os miolos divagavam em busca de uma resposta, que obviamente, ela não encontrou, mas ela conseguiu chegar à algumas conclusões, não que isso a ajudasse de alguma forma.

As conclusões de Emma.
Ela quis ir à festa justamente para rever Felipe.
Ela não queria que Maurício soubesse da história deles porque
isso significaria não vê-lo mais.


02 janeiro 2014

#Resenha - Três Botões - Vanessa Sueroz


Queridos leitores!
Antes da resenha eu queria deixar um comunicado.

~> Eu não postei Reencontros nas duas últimas semanas por causa das festas de final de ano. Ficou difícil postar no blog e o dia dos posts de Reencontros são as quartas-feiras, exatamente quando caiu dia 25 e 1.
Para quem acompanha, na próxima quarta-feira, dia 8 de janeiro, o conto está de volta e segue em ritmo normal pelas próximas semanas.


*************        
                                     




Editora:
 E-book
ISBN: 0
Ano: 2009
Páginas:15
Público alvo: Juvenil
Gênero: Comédia Romântica
Sinopse:Será que ele não sabe que ele está lindo vestido assim? Que a camisa do uniforme tem que se manter todos os botões fechados? Sério! Isso é uma tentação.




Hoje eu venho com a resenha de um conto da autora parceira Vanessa Sueroz.
A Vanessa respondeu uma entrevista para o blog, quem quiser conferir é só clicar AQUI.
Eu achei muito interessante a tragetória dela e tem muito conteúdo e material da escritora. Vocês podem conferir isso clicando AQUI.

18 dezembro 2013

#Reencontros - 6. Essa coisa de fazer o mundo acreditar



Essa coisa de fazer o mundo acreditar


As mãos suadas, o coração batendo insistentemente forte dentro do peito. Emma sentia-se uma adolescente sentada à mesa com a família.

Enquanto todos riam e conversavam, ela tentava acalmar os próprios nervos, brigando consigo mesma por se deixar afetar daquela forma.

Maurício não dava sinais que os dois tinham brigado. O rapaz se portava da forma mais simpática possível perante a família da namorada. Ela gostou ainda mais dele por isso.

O senhor Antônio era só elogios para o novo genro, considerando que Maurício era o único cara que Emma já tinha levado em casa.

_ Que foi titia? _ A pequena Dani perguntou quando viu a cara de brisa de tia na mesa de jantar.
_ Ah... Oi, querida. _ Emma se tocou que estava com cara de quem estava em outro planeta. _ Quer que eu corte a carne para você?
Dani fez que sim com a cabeça. Emma amava a sobrinha. Apesar da distância, o irmão mais velho, Rodrigo, sempre dava um jeito de colocar a filha para falar com a irmã pelo skype.
A senhora e o tio Maurício brigaram? _ A menina cochichou para a tia. _ Tão pequena e já tão esperta. _ Essa menina tem futuro.
Emma não respondeu, mas piscou para a criança que lhe deu um sorriso cúmplice como resposta.
Maurício dirigia alguns olhares sorrateiros para ela, mas continuava a conversar com Rodrigo e o pai de Emma.


20 novembro 2013

Reencontros - 3. Vai ser assim para sempre e para sempre há de ser



Olá queridos!
Para melhor organizar as coisas aqui no blog, eu vou me comprometer a postar Reencontros toda quarta-feira. Então quem estiver acompanhando essa história pode vir toda quarta que terá post novo.
Eu já li e respondi todos os comentários do capítulo anterior. Obrigada a todos pela força!

OBS: Para quem está simpatizando com o Felipe, um aviso importante: Ele não é santo rs. A Emma tem lá seus motivos para querer ficar longe dele.

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  Vai ser assim para sempre e para sempre há de ser

Emma ainda estava distraída com a própria imaginação quando o som da discussão a despertou.

_ Deixa os outros falarem um pouco, Milena! _ Arthur esbravejou. _ Todo mundo já sabe que você foi promovida.

_ Não posso fazer nada se isso afeta a sua segurança. _ Milena disse ao namorado. _ E não estou vendo ninguém mais reclamando.

Emma odiava quando os dois faziam aquilo, está certo que Milena podia ser bem irritante quando começava a falar, mas Arthur podia deixar para falar aquele tipo de coisa com ela em particular e não na frente de 15 pessoas, mas os dois sempre tinham aquele tipo de debate em público. O que para Emma, era constrangedor.

_ A Emma voltou depois de dois anos e você ainda não a deixou nos contar nada.

_ Eu já sei de tudo que ela fez, ela me conta tudo pela internet. _ Milena se defendeu.

_ Mas se você ainda não reparou. _ Arthur abriu os braços para mostrar os outros ao redor. _ Você não é a única pessoa aqui hoje.

_ Eu não voltei. _ Emma se intrometeu na discussão. _ Estou apenas de visita e se vocês continuarem com essa palhaçada logo vou me embora._ Levantou-se e foi para longe do casal.

Milena ainda se achava sua melhor amiga. Emma não sabia o porquê disso.

As duas foram muito unidas quando adolescentes, mas quando foram se aproximando da idade adulta, já eram pessoas completamente diferentes. Com interesses e escolhas que as afastavam cada vez mais.

Emma conseguia entender isso tranquilamente, mas Milena insistia em manter aquela aparência de que sempre seriam amigas inseparáveis.

Emma lhe contava pela internet algumas histórias de sua vida na outra cidade, tudo que lhe falava era verdade, mas as coisas mais importantes guardava para si, ou contava para outras amigas com quem julgava ter uma amizade de verdade.


Uma das coisas mais importantes para Emma.
Uma par de olhos azuis.


Talvez aquela situação fosse mesmo culpa dela. Se tivesse coragem de dizer a Milena que as coisas já não eram como há 15 anos atrás, talvez a “amiga” percebesse o que todo mundo já tinha percebido.

Enquanto caminhava, sabia que estava sendo observada, mas fingiu que não tinha notado.


Mas ela notou.
Olhos negros que a acompanhavam.
Os pelos de seu braço que se eriçavam.
As pernas que tremiam.


Ainda estava tentando controlar os próprios sentimentos quando alguém lhe ofereceu uma cerveja. Estava muito quente aquela tarde, mas Emma não aceitou a bebida, mesmo que a garganta tenha arranhado em protesto. _ Obrigada, mas vim dirigindo e é melhor não arriscar. Estou com o carro do meu pai e se for parada pela lei seca ele iria ficar muito chateado.

A campainha tocou mais uma vez e Emma se preparou para reencontrar mais um velho amigo, mas se perguntava qual. Olhou ao redor e viu que todos que deveriam estar ali aquela tarde já estavam presentes.

_ Quem será? Já chegaram todos os convidados. _ Rebeca disse franzindo a testa. _ Alguém chamou um penetra? _ Brincou e foi atender o portão.


O penetra
Ele era só sorrisos.
Com cara de inocente e modos encantadores.
Emma sentia que precisa se sentar ao vê-lo ali.


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14 novembro 2013

Reencontros - 2. Os teus olhos são espelhos d’água



Oi amores!!!!!

Hoje eu vim postar o segundo capítulo de Reencontros.
Tenho também um recadinho ;) Vou viajar hoje e só volto na quarta-feira. Vou levar o netbook comigo, mas sabem como é, a minha frequência nos blogs e redes sociais vai cair bastante.
De lá, tentarei atualizar o blog, mas sei que vai ficar complicado.
De qualquer forma, se eu não conseguir me atualizar nos blogs e responder os comentários aqui, na volta eu corro atrás do atraso ok?

Espero que apreciem esse capítulo tanto quanto eu apreciei escrevê-lo.
Beijos e um ótimo feriado para vocês.

Obs: Obrigada pelos lindos comentários no primeiro capítulo!

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2.      Os teus olhos são espelhos d’água


Foram beijinhos, abraços e a as mesmas frases de saudade. Tudo como Emma tinha imaginado.

O coração se aquecia com cada rosto conhecido que se aproximava e o corpo respondia com o calor dos abraços carinhosos.

Ela tinha passado dois anos sem mal falar com aquelas pessoas. Desde que se mudou de cidade, nunca voltou para visitar os amigos e parentes, não até aquela semana.

Emma amava aquelas pessoas, pelo menos a maioria delas, mas tinha o péssimo hábito de guardar os amigos na gaveta, quando isso lhe era conveniente. Sempre se sentiu mal por isso, mas era assim que ela era e não adianta lutar contra a própria natureza.

Enquanto Rebeca a estreitava entre os braços ela se recriminou. A menina era provavelmente o ser humano mais doce que Emma conhecia. Aquela pontada de culpa por negligenciar a amiga ainda a incomodava quando ela sentiu que estava sendo observada.

Com receio, pois já sabia o que encontraria, ela se afastou um pouco de Rebeca e levantou a cabeça. Aquela pontada que sentia no coração foi substituída por uma desarmonia que fez seu peito vibrar com força. Com os olhos ela viu, mas todo seu corpo reagiu.


A visão de Emma
Um rapaz de pele clara.
Cabelos cor de mel.
Olhos negros e intensos que lhe causavam arrepios.


Lá estava ele a observando, como sempre. Ela nunca foi capaz de esquecer o olhar de Felipe.

Ele era a maior das situações mal resolvidas na vida de Emma. Assim que percebeu os olhos do rapaz sobre si, sentiu o rosto esquentar e teve certeza que os outros notariam.

Emma era branca como uma folha de papel, os cabelos ruivos naturais combinavam com as sardas do rosto, mas ela odiava essas características. Principalmente porque a delatavam com facilidade quando estava nervosa.


Um segredinho de Emma
Ela nunca deixava que soubessem como realmente se sentia.


_ Vamos para sombra, Emma. Já está ficando vermelha por causa do sol. _ Rebeca, a anfitriã, a puxou pelas mãos._ Bendita seja!_ Amor. _ Os braços de Felipe a envolveram.


Uma perfeita eternidade
Ela sentiu o corpo fraquejar, mas os braços fortes dele a mantiveram no lugar.
Seu cheiro era melhor do que ela tinha guardado nas lembranças.
O coração dele batia com a mesma força que o dela.
Emma desejou por um momento, apenas por um momento, que aquele abraço durasse para sempre, mas para sempre, sempre acaba.


_ Se você continuar chamando suas amigas de amor, eu vou ficar com ciúmes. _ Aquela coisinha magricela já estava agarrada ao braço de Felipe para marcar território.

_ Como vai, Bianca? _ Emma colocou no rosto seu melhor sorriso como sempre fazia diante das namoradas de Felipe.

Aquela, apesar dos dois anos em que se manteve afastada, ela conhecia bem, os dois já haviam namorado antes de Emma deixar o estado, mas haviam terminado. A julgar pela atitude possessiva da menina, eles deviam ter reatado o namoro. _ Típico de Felipe..

Ele não conseguia ficar um mês sozinho. Emma já tinha perdido as contas de quantas namoradas ou ficantes o rapaz já teve. Ela conhecia quase todas.

Passado aquele momento inicial, que Emma sabia desde o início que seria constrangedor, todos se reuniram no quintal da casa de Rebeca e se puseram a conversar.

Como sempre acontece, quando se tem um grupo grande de pessoas, alguns grupinhos foram se formando.

Milena não desgrudou do lado de Emma, as duas estavam sentadas lado a lado, nessas cadeiras desconfortáveis de festa, enquanto Milena se colocava a gabasse de sua vida.

Emma não ficou chateada com o egocentrismo da amiga. Houve um tempo que as falações e falta de modéstia da amiga a incomodavam imensamente, mas aprendeu a ignorar a maioria das baboseiras que a outra falava e se fechou em seu próprio mundo. Limitando-se a sorrir quando os demais o faziam e a mexer a cabeça quando achava ser necessário.

Em sua mente, um quadro era pintado enquanto ela se divertia no mundo que criara só para si, um lugar onde ninguém tinha permissão para entrar...


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10 novembro 2013

Reencontros _ 1. Melhores amigas – Só que não



Olá!
Gente... Eu sei que os posts desse conto estão pequeninos, mas deixe eu explicar rs
É que a história ainda não está concluída e apesar de eu chamar de conto é um pouco grandinha.
No meu arquivo do word já estou com 15 páginas, mas ainda falta bastante coisa para acontecer. Para não ficar cansativo para vocês lerem eu estou postando em capítulos curtinhos, mas se preferirem eu posso começar a postar em partes maiores.

Obrigada por lerem e espero que curtam o primeiro capítulo :)

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 1. Melhores amigas – Só que não

Ela tinha esquecido como o calor do Rio de Janeiro podia ser insuportável. Dentro do carro, o ar condicionado a mantinha refém.

Praguejou por a prima ter escolhido se casar no verão de janeiro, mas ela não esperaria algo diferente vindo de Diana.

Gargalhadas altas fizeram com que o estômago de Emma se revirasse, mesmo estando dentro do carro, ela conseguia ouvir o escândalo dos amigos que estavam atrás do muro.


Um detalhe sutil, porém importante sobre Emma.
Ela tinha verdadeiro pavor a exageros.


 Quando notou outro veículo parando próximo ao portão, Emma se deu por vencida e desligou o ar condicionado do carro. Não teria mais tempo para correr.

_ Não acredito que é mesmo você! _ Milena mal esperou Emma sair do carro. _ Eu duvidei que fosse mesmo vir hoje. _ Milena disse segurando suas mãos.
_ Eu disse que vinha. _ Emma sorriu forçadamente. _ Sabe que não sou adepta a mentiras.
_ Mas é adepta a escapar de nossos encontros. _ Milena deu uma piscadela. _ Senti sua falta, bandida. Não pode me abandonar desse jeito.
_ Jura?_ Emma pensou com sarcasmo, mas em seu rosto manteve o sorriso dócil.
_ Também senti sua falta, maluquinha. _ Disse e não estava mentindo, mas sabia que também não se importaria em continuar sentindo falta da amiga, se isso significasse que podia faltar a aquele compromisso.

_ Você está linda, acho que os ares do sul lhe fizeram muito bem. Se não fosse sua melhor amiga, talvez nem a tivesse reconhecido. _ Milena se afastou um pouco dela e se pôs a olhá-la de cima a baixo. Emma se sentiu bastante desconfortável, principalmente com o termo “melhor amiga.”
_ E pelo visto. _ Emma se permitiu um largo sorriso. _ Você continua exagerada.

_ Ah, por favor, Emma! _ Você parece pelo menos uns 10 quilos mais magra, é impossível de não notar tal coisa, não acha?

A bem da verdade, Emma sabia que era impossível não notar esse grande detalhe, mas julgava que a amiga podia ser mais discreta em seus comentários. _ Com quem eu acho que estou falando?_ Pensou. Descrição não era bem uma característica de Milena. _ Milena tem razão. _ Disse outra pessoa que saiu do carro.. _ Você está mesmo diferente. _ Era Artur, o namorado de Milena.

Depois de mais um momento de cumprimentos, o trio resolveu que era hora de tocar a campainha . Afinal, o churrasco e a cerveja não estavam lhes esperando ali no meio da rua.

Emma praguejou bastante contra o facebook, não queria que ninguém soubesse que estava na cidade, já seria difícil encontrar com alguns membros de sua família, não queria encontrar com os amigos do passado que lhe trariam tantas lembras que gostaria de esquecer, mas como sempre, alguém explanou no face que ela estaria no casamento de Diana e em menos de 24 horas ela recebeu tantos convites para rever antigos amigos que se viu obrigada a aceitar pelo menos alguns deles.

O portão se abriu e Emma foi tragada por um mundo de lembranças...

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06 novembro 2013

Reencontros - Prólogo



Olá amores!

Hoje eu vim iniciar mais um conto da Nana.

Eu ainda não escrevi o conto inteiro e a história pode mudar de acordo com a reação de vocês.
Hoje vou deixar só o prólogo que tá bem curtinho.
OBS: Desculpem eventuais errinhos ortográficos. Sou eu quem escreve e ninguém revisa a parte ortográfica, mas eu tento escrever o melhor possível.

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Prólogo

O coração acelerado enquanto o avião subia não tinha nada haver com o medo de voar. Emma sentia as pernas tremerem. _ As coisas que não faço por amor. _  Pensou.

Abriu a bolsa e retirou o convite que lhe foi entregue por correio. Diana iria se casar.

Emma tinha um amor imenso pela família, mas cogitou seriamente declinar aquele convite, depois se sentiu muito egoísta por tal pensamento.

Era a primeira prima que se casaria e ela não via como poderia não comparecer. É claro que toda a família estaria presente e seria uma chuva de perguntas que ela não gostaria de responder.

Depois de dois anos afastada daquele convívio, Emma percebia o quanto a loucura dos parentes lhe fazia falta, mas também a assustava.

Se o maior de seus problemas fosse rever os parentes, Emma achou que ficaria até feliz em fazer aquela viagem, mas ela sabia que outras pessoas estavam cientes de sua visita a cidade.


Fechou os olhos e prometeu a si mesma que não se deixaria afetar pelos fantasmas de seu passado, mas seu inconsciente a alertou de que as únicas promessas que tinha dificuldade de cumprir eram as que ela fazia a si mesma...



Próximo capítulo                     

08 outubro 2013

No Desenvolver da Vida - Capítulo 8 (Final)

Bom dia... Bom dia... Bom dia!
Hoje tive um contra tempo e não pude ir para o trabalho, então eu vim postar o último capítulo do conto: No desenvolver da Vida.
Esse foi um trabalho que fiz para ajudar a minha primeira turma a entender um pouco ciências e resolvi deixar ele registrado aqui no blog.
Quem ainda não conhece a história e quer ler os outros capítulos eles estão organizados aqui.
Eu estou com um projeto novo no forno, mas será algo bem diferente desse porque será uma história de fantasia. Em breve eu começarei a postar aqui no blog :)
Obrigada a quem acompanhou e comentou esse conto!!!! Cada comentário me deixou imensamente feliz :)

Sofia
_ A morte é certa pra mim agora! _ Eu me lamentei quando estava no pátio da escola após a prova com meus dois melhores amigos.
_ Para de drama Sofia, tenho certeza de que você não foi tão mal assim. _ Pedro disse fazendo pouco da minha falta de sorte.
_ A minha mãe vai me matar quando ver as minhas notas. _ Eu tenho certeza que vai. _ Vocês viram aquela questão da prova de ciências sobre procariontes? E aquela da membrana plasmótica?
_ É membrana plasmática Sofia! _ Miguel me corrigi. _ E claro que vimos, todos fizemos a mesma prova.
_ A aquela que a gente tinha que dizer que ela é permeável e que ela ajuda a célula a comer partículas por fagui... faci...
_ Fagocitose. _ Ana chegou completando o que Pedro ia dizer. _ A membrana plasmática e maleável, por isso ela se molda pra englobar as partículas entendem?
_ Claro que não. _ Eu respondo. Como ela espera que entenda todos esses nomes estranhos ao mesmo tempo?
_ Não se preocupe Sofia, provavelmente você não vai tirar um 10, mas tenho certeza de que você vai passar de ano sem ir para a recuperação. _ Essa foi a primeira vez que eu realmente gostei da Ana.
Ficamos ali até o fim do intervalo revendo as questões da prova. Como sempre a Ana sabia todas as respostas e parece que nas demais questões eu não fui tão mal, Pedro também não, mas Miguel parecia que sabia muito mais o que a Ana estava falando do que eu e o Pedro, na verdade ultimamente ele presta atenção até nos espirros que ela dá.

Alguns anos depois

Professora Sarah
_ Hoje folheando papéis antigos guardados no meu armário encontrei algumas cartas de antigos alunos.
Havia uma carta de Miguel da época em que ele foi para Universidade no Rio de Janeiro. Ele hoje é formado em Biologia e está fazendo especialização em biologia marinha. Seu pai não poderia estar mais orgulhoso do filho. O filho do pescador que virou biólogo marinho.
Na carta ele me conta de Ana. Ela como sempre disse se tornou professora, mas resolveu seguir para o lado da história. Hoje ela e Miguel são casados e moram no Rio de Janeiro, mas os dois sempre vem me visitar quando passam férias na cidade.
Sofia descobriu como a mãe veio parar nesta vila e para a surpresa de todos, ela superou suas deficiências em ciências e seguiu os passos da mãe, hoje as duas trabalham juntas no hospital da cidade.
A última vez que tive notícias de Pedro ele estava na Amazônia atrás de espécies novas, ele e Miguel fizeram a mesma universidade, mas Pedro se especializou em entomologia.
E eu?
Eu continuo na mesma vila lecionando para crianças diferentes, enfrentando desafios diferentes a cada dia.
Se me arrependo ou tenho vontade de buscar algo mais?
Eu diria que não. Quando leio essas cartas dos meus alunos sinto que fiz bem o meu trabalho, que de alguma forma eu pude inspirar aquelas crianças que cresciam a minha volta. Então creio que alcancei meu objetivo.
Quando olho para a vila me lembro da primeira vez em que vim aqui quando ainda era estudante.
Agora o lugar não conta apenas com um posto médico, mas sim com um hospital de verdade. A escola agora tem muitos professores, muitos deles jovens que eu mesma ajudei a formar e que decidiram agora ajudar os mais jovens a ter uma boa educação.
Acho que posso dizer que não me arrependo de ter me mudado e aberto mão de tudo para lecionar aqui, estaria satisfeita de ter feito isso em qualquer lugar, mas é aqui que eu vejo os frutos dos meus esforços.
Daqui a alguns anos, espero que os meus alunos possam se sentir tão satisfeitos quanto eu me sinto agora vendo os seus feitos.
Eles não sabem, mas a cada dia eles me ensinam uma lição. Eles me ensinam a ensinar.


Fim

01 outubro 2013

No Desenvolver da Vida - Cap. 7 (Penúltimo) Miguel/Ana

Finalmente está chegando ao fim essa pequena história que eu fiz para os curumins :)
Penúltimo capítulo aí gente.


Miguel
_ A semana de prova chegou antes que eu pudesse me dar conta, como sempre eu não me sentia preparado para nenhuma delas, mas desta vez tinha algo diferente, eu podia não me sentir 100 % preparado, mas com a ajuda de Ana eu talvez conseguisse algumas notas que deixariam meu pai ligeiramente satisfeito.
Na segunda-feira, foi a prova de matemática, acho que eu fiquei na média pelo menos, o que já é melhor do que o semestre passado que eu tive que fazer a recuperação.
A semana foi se arrastando com todas aquelas provas que pareciam não ter mais fim. Sofia beirava o desespero e eu tentava não olhar na direção dela enquanto fazíamos as provas, pois ela mascava a ponta dos lápis de tanto nervoso.
Pedro tentou tranquiliza-la, mas não ajudou muito quando ele disse a ela que ainda poderia fazer as provas de recuperação.
Finalmente chegou sexta-feira, mas antes tivemos que passar pela prova de ciências...
Assim que peguei a prova foi inevitável que um sorriso se formasse no meu rosto. Eu me lembrava da maioria das questões com a voz de Ana soando em minha cabeça, acho que ela também sabia todas, pois não parava de escrever.

Ana
 _ Não acredito que foi para essa prova que eu estudei tanto. Para começar a questão sobre botânica estava fácil demais.
É bastante óbvio para mim que as a parede das células vegetais tem parede para proteção das próprias células uma vez que elas ficam expostas ao ambiente.
Outra questão que achei um grande insulto a minha inteligência foi quando a professora Sarah pediu na prova para dizermos quais tipos de células são procariontes e se podem existir procariontes pluricelulares.
Isso é pergunta que se faça? Acho incrivelmente básico saber que as bactérias são procariontes e que são sempre unicelulares. Ela podia ao menos ter perguntado sobre as colônias de bactérias, sobre os tipos como cocus ou bacilos, apesar de que não me lembro dela dando essa matéria em sala de aula.
Quando olhei o relógio me assustei com o horário, estava tão concentrada na prova que nem vi a hora passar, enfim entreguei a minha prova com um sentimento de que poderia ter permeabilidade da membrana plasmática.


25 setembro 2013

No Desenvolver da Vida _ Capítulo 6 - Professora Sarah

Oi amores!!!
Como eu disse, esse conto é curtinho e agora só faltam dois capítulos para ele terminar. Acho que meus alunos agradeceram o fim porque eu fico toda semana na cabeça deles perguntando se leram rs.
Para aqueles que estão acompanhando a história, espero que gostem desse capítulo.
Para quem ainda não conhecia, se quiser pode ler a sinopse aqui
Os outros capítulos estão organizados nessa página
Eu estou trabalhando em outros projetos e um deles eu pretendo compartilhar aqui no blog, mas não será nada ligado a ciências.
beijokas 

Professora Sarah
Eu estava bastante preocupada com alguns alunos do 7° ano, eles não pareciam estar entendendo bem a matéria, mas o último teste que apliquei a turma me deixou um pouco mais tranquila, está certo que nem todos fora esplendidos, mas sinto que estão começando a aprender.
Tenho certeza de que Ana tem ajudado alguns deles, principalmente o Miguel.
Lembro-me dele quando ainda bem pequeno, na verdade ele está ligado ao principal motivo de eu estar aqui neste vilarejo.
Quando eu ainda estava na graduação, vim aqui fazer um trabalho de campo com a turma de biologia marinha, esta nunca foi a área que eu quis seguir como especialização, mas eu gostava de todos os trabalhos de campo que pudesse fazer.
Quando chegamos aqui ficamos deslumbrados, eu e meus amigos de turma. O lugar era lindo e trazia uma enorme variedade de animais marinhos.
A semana que permanecemos aqui, a principio não poderia ser melhor, mas no quarto dia de nossa estadia as coisas começaram a mudar.
O pescador que estava nos servindo como guia não compareceu na manhã em que havi marcado conosco, meus amigos ficaram bastante irritados, mas meu professor disse que conhecia bem o homem que devia ter algum bom motivo para ele não ter comparecido ao encontro.
Meu professor estava mesmo certo, a mulher do pescador estava doente, ao que parece ela contraiu uma infecção devido a um corte mal cuidado e acabou falecendo.
Confesso que fiquei extremamente chocada com uma morte tão banal, cuidados básicos teriam salvo a vida daquela mulher, mas ao que parece o vilarejo contava na época com apenas um médico e o mesmo não estava presente naquela semana.
Não preciso dizer que o trabalho de campo acabou antes do tempo, fomos embora na manhã seguinte, mas aquela mulher nunca saiu da minha cabeça, e ao que parece não saiu da cabeça de Carla também, uma formanda de medicina que acompanhava nosso trabalho de campo, ela era namorada de um dos meus amigos de turma.
Carla se formou e hoje mora aqui no vilarejo assim como eu, ela é a mãe de Sofia, mas duvido muito que ela tenha contado a filha os motivos que a trouxeram aqui. Depois da chegada dela a situação do posto mudou consideravelmente, mas ainda há muito o que se melhorar.
Eu me formei e ingressei no mestrado, não posso negar que foi um tempo muito bom enquanto estudei a especialização, mas sempre achei que me faltava algo. Durante algum tempo me correspondi com Carla e ela me contava como andavam as coisas por aqui.
Foi ela quem me disse que na escola faltavam professores, foi ela quem me fez enxergar o que era bem óbvio. Eu estudei para isso, estudei para ajudar as pessoas a chegarem a conclusões sobre seus conhecimentos, talvez se aquela mulher que morreu soubesse o quão grave poderia ser aquele corte ela teria tido mais cuidado.
Tomei então minha decisão e hoje leciono aqui, na mesma vila onde pensei que nunca mais fosse voltar, e me tornei professora do filho do pescador que perdeu a mulher, o Miguel.


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