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08 outubro 2013

No Desenvolver da Vida - Capítulo 8 (Final)

Bom dia... Bom dia... Bom dia!
Hoje tive um contra tempo e não pude ir para o trabalho, então eu vim postar o último capítulo do conto: No desenvolver da Vida.
Esse foi um trabalho que fiz para ajudar a minha primeira turma a entender um pouco ciências e resolvi deixar ele registrado aqui no blog.
Quem ainda não conhece a história e quer ler os outros capítulos eles estão organizados aqui.
Eu estou com um projeto novo no forno, mas será algo bem diferente desse porque será uma história de fantasia. Em breve eu começarei a postar aqui no blog :)
Obrigada a quem acompanhou e comentou esse conto!!!! Cada comentário me deixou imensamente feliz :)

Sofia
_ A morte é certa pra mim agora! _ Eu me lamentei quando estava no pátio da escola após a prova com meus dois melhores amigos.
_ Para de drama Sofia, tenho certeza de que você não foi tão mal assim. _ Pedro disse fazendo pouco da minha falta de sorte.
_ A minha mãe vai me matar quando ver as minhas notas. _ Eu tenho certeza que vai. _ Vocês viram aquela questão da prova de ciências sobre procariontes? E aquela da membrana plasmótica?
_ É membrana plasmática Sofia! _ Miguel me corrigi. _ E claro que vimos, todos fizemos a mesma prova.
_ A aquela que a gente tinha que dizer que ela é permeável e que ela ajuda a célula a comer partículas por fagui... faci...
_ Fagocitose. _ Ana chegou completando o que Pedro ia dizer. _ A membrana plasmática e maleável, por isso ela se molda pra englobar as partículas entendem?
_ Claro que não. _ Eu respondo. Como ela espera que entenda todos esses nomes estranhos ao mesmo tempo?
_ Não se preocupe Sofia, provavelmente você não vai tirar um 10, mas tenho certeza de que você vai passar de ano sem ir para a recuperação. _ Essa foi a primeira vez que eu realmente gostei da Ana.
Ficamos ali até o fim do intervalo revendo as questões da prova. Como sempre a Ana sabia todas as respostas e parece que nas demais questões eu não fui tão mal, Pedro também não, mas Miguel parecia que sabia muito mais o que a Ana estava falando do que eu e o Pedro, na verdade ultimamente ele presta atenção até nos espirros que ela dá.

Alguns anos depois

Professora Sarah
_ Hoje folheando papéis antigos guardados no meu armário encontrei algumas cartas de antigos alunos.
Havia uma carta de Miguel da época em que ele foi para Universidade no Rio de Janeiro. Ele hoje é formado em Biologia e está fazendo especialização em biologia marinha. Seu pai não poderia estar mais orgulhoso do filho. O filho do pescador que virou biólogo marinho.
Na carta ele me conta de Ana. Ela como sempre disse se tornou professora, mas resolveu seguir para o lado da história. Hoje ela e Miguel são casados e moram no Rio de Janeiro, mas os dois sempre vem me visitar quando passam férias na cidade.
Sofia descobriu como a mãe veio parar nesta vila e para a surpresa de todos, ela superou suas deficiências em ciências e seguiu os passos da mãe, hoje as duas trabalham juntas no hospital da cidade.
A última vez que tive notícias de Pedro ele estava na Amazônia atrás de espécies novas, ele e Miguel fizeram a mesma universidade, mas Pedro se especializou em entomologia.
E eu?
Eu continuo na mesma vila lecionando para crianças diferentes, enfrentando desafios diferentes a cada dia.
Se me arrependo ou tenho vontade de buscar algo mais?
Eu diria que não. Quando leio essas cartas dos meus alunos sinto que fiz bem o meu trabalho, que de alguma forma eu pude inspirar aquelas crianças que cresciam a minha volta. Então creio que alcancei meu objetivo.
Quando olho para a vila me lembro da primeira vez em que vim aqui quando ainda era estudante.
Agora o lugar não conta apenas com um posto médico, mas sim com um hospital de verdade. A escola agora tem muitos professores, muitos deles jovens que eu mesma ajudei a formar e que decidiram agora ajudar os mais jovens a ter uma boa educação.
Acho que posso dizer que não me arrependo de ter me mudado e aberto mão de tudo para lecionar aqui, estaria satisfeita de ter feito isso em qualquer lugar, mas é aqui que eu vejo os frutos dos meus esforços.
Daqui a alguns anos, espero que os meus alunos possam se sentir tão satisfeitos quanto eu me sinto agora vendo os seus feitos.
Eles não sabem, mas a cada dia eles me ensinam uma lição. Eles me ensinam a ensinar.


Fim

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